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Cemitérios públicos de Bento beiram o colapso
26/02/2009 17:12:16 Nova chefe de divisão de cemitérios denuncia desorganização na identificação dos lotes
Nos três cemitérios públicos da zona urbana de Bento Gonçalves, há muito tempo não há mais espaço para novos túmulos. Teoricamente, a única maneira de se conseguir um lote seria ter jazigo da família pelos quais há gente pagando há mais de dez anos, mas tem gente que está com o lugar garantido e não está pagando. Assim a chefe de divisão de cemitérios, Ivete Maria Menegotto, está pedindo à Justiça que seja emitida uma ordem judicial para os locatórios de inadimplentes pedindo a liberação do carneiro. Menegotto acrescenta:
- “Há espaço o que falta é organização. Temos túmulos abandonados por famílias que não utilizaram os lotes e não pagam aluguel à Prefeitura. Então o município tem como retomar”, raciocina Ivete Menegotto. Conforme levantamento do departamento de cemitérios municipal das mil e 400 gavetas ocupadas - 730 estão inadimplentes e 30 pertencem a pessoas que afirmam serem proprietárias. Conforme a chefe do setor, pessoas não autorizadas venderam e cobram mensalmente por gaveta, principalmente nos cemitérios Central e de São Roque. “Antes de janeiro não havia controle. Tem pessoas que não são ligadas à prefeitura que comercializaram lotes”, denuncia à responsável citando genericamente “taxistas” como sendo algumas destas pessoas. De acordo com ela, não havia controle sobre o funcionamento dos cemitérios e a identificação dos cadáveres nas gavetas não era realizada, o que ocasionou descontrole no número de lotes ocupados e vazios. “Pelos rascunhos que encontramos, em alguns carneiros há dois corpos enquanto outros estão vazios” garante Menegotto. Em 40 dias de um trabalho qualificado como “solidário” no setor de cemitério da Prefeitura, Ivete dedicou-se a uma pesquisa de campo passando nos três cemitérios e tentou levantar a situação de cada gaveta para identificar a real situação. “Nossa primeira atitude foi comprar um caderno e entrar nos cemitérios para organizar a bagunça que encontrei”, diz a funcionária. Saída é comprar lote em cemitério particular Ao contrário do cenário desolador dos cemitérios públicos, o Parque Jardim do Vale une sustentabilidade e eficiência. Conforme um dos diretores, Antônio Faggion Filho, o espaço do empreendimento tem capacidade para sete mil jazigos em seis quadras que dão prioridade à segurança, organização e beleza. Localizado em uma área arborizada e confortável, o Cemitério Jardim do Vale, é um projeto totalmente sustentável do ponto de vista do meio ambiente. “Seguimos todas as determinações da legislação ambiental”, garante Faggion, segundo quem o Parque mantém 200 jazigos disponíveis para comercialização imediata.
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